Confissão de fé

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:: INTERESSES EM COMUM ::

Deus está renovando e restaurando Sua igreja, está chamando-a de volta para Si, Ele sempre desejou ensinar algumas características para o seu povo. O Ceifar é parte desse movimento de reavivamento. Identificamos as características que se seguem como aquelas com as quais o Corpo de Cristo – a Igreja – deve estar intrinsecamente comprometido.

:: O CRISTIANISMO ORTODOXO ::

Somos parte de uma Igreja universal , não separados dela, esta igreja universal que hoje e por todas as eras é o ajuntamento dos cristãos firmados em Jesus Cristo e Sua expiação pelos nossos pecados. Porque a igreja é criação do próprio Deus, sua história revela uma doutrina comum de fé ortodoxa e prática. Esta ortodoxia está refletida nos sacramentos – batismo e eucaristia – e nas confissões comuns dos credos da igreja que também adotamos – o Credo Apostólico, o Credo de Nicéia e o Credo Calcedônico. Porque estes credos refletem os ensinamentos claros das Escrituras, que é a única revelação escrita de Deus. Eles proporcionam a marca de referência para a ortodoxia. Como parte da igreja católica (universal), permanecemos abertos e cordiais em relação a todos os que clamam pelo nome de Cristo e compartilham conosco deste compromisso com a ortodoxia como alicerce da fé Cristã, quer tenhamos ou não outros interesses em comum para a igreja de nossos dias.

:: INTERESSES EM COMUM ::

Os credos são os alicerces de nosso acordo comum. Deus nos chamou para que estivéssemos juntos como igreja, pois compartilhamos certos valores e esperanças. Também não desejamos ainda mais a dissidência da igreja; o que caracteriza nossa época. Porém, há certos interesses que consideramos importantes à vida e à saúde de nossas igrejas, interesses que quase não temos ouvido claramente em outras expressões do Corpo de Cristo nos dias atuais. Acreditamos que Deus nos colocou juntos providencialmente, pelo menos em parte, para que assim estes interesses possam ser expressados e difundidos.

Não usamos desses Interesses em Comum como uma forma de nos colocarmos melhores ou acima do resto da Igreja. Nós os adotamos como parte do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo que são freqüentemente silenciadas em nossos dias, e que necessitam ser expressadas novamente como verdades cristãs.

Desta forma, estes interesses em comum são, até certo ponto, o fundamento de nossos relacionamentos como igrejas. Estes interesses proporcionam uma razão sólida para ficarmos juntos, e dão direção prática para relacionarmos. São os motivos pelos quais acreditamos que Deus nos chamou. Eles formam nosso viver em comunhão de uma forma tolerante, respeitável e concreta.

Nossos interesses em comum, entretanto, não são armas legais em nossas mãos. Assim, realçamos a importância que ocupam, tanto em nossos relacionamentos quanto nas igrejas, porém, não queremos, de modo algum, vê-los como o único determinante desse relacionamento. Nosso compromisso fundamental é amar uns aos outros como igrejas e pessoas no nome de Jesus Cristo. Estes interesses são a razão de nosso caminhar em conjunto; eles são os sinais de nosso compromisso em amor. Desta forma, cingimo-nos deles em comunhão e alegria.

01 – A GRAÇA

A graça de Deus é fundamental à vida Cristã. Deus nos mostrou seu amor em Cristo, dando a Si mesmo a nós, perdoando nossos pecados, e nos dando uma nova vida através de Jesus Cristo, sem levar em consideração nossas obras, se boas ou más. A graça, e graça somente é a base de nossa real e completa equidade diante de Deus. Graça, que é experimentada pela fé, produz boas obras e forma o alicerce para todos os nossos relacionamentos como Cristãos.

02 – A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

As Escrituras são nosso direcionamento para tudo aquilo que é certo e que está relacionado com a vida Cristã. Enfatizamos e ratificamos as palavras da Convenção de Lausanne de 1974 ao falar do lugar das Escrituras na vida Cristã:

“Afirmamos a inspiração divina, a veracidade e a autoridade das Escrituras tanto o Velho como o Novo Testamento em sua totalidade como a única palavra escrita de Deus, sem erro em tudo que afirma, e a única regra infalível de fé e prática. Também afirmamos o poder da palavra de Deus para realizar seu propósito de salvação. A mensagem da Bíblia é endereçada a todos os homens e mulheres, pois a revelação de Deus em Cristo e nas Escrituras é imutável. Através dela o Espírito Santo ainda fala em nossos dias. Ele ilumina a mente do povo de Deus em cada cultura e faz com que a verdade seja percebida pelo seus próprios olhos, revelando ainda mais para toda a igreja a multiforme sabedoria de Deus.”

Colocamo-nos sob a autoridade das Escrituras e submetemo-nos a essa autoridade em exegese, teologia e pregação, assim como em nosso viver individual e em grupo.

03 – A CAPACITAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

Deus deu de Si à igreja na pessoa do Espírito Santo, e o próprio Espírito de Deus habita em todo aquele que crê. O Espírito usa a palavra de Deus em nossos corações com todo Seu poder, produzindo uma nova vida e vitória sobre o pecado, além de dar àqueles que crêem dons, tanto sobrenaturais quanto naturais, para edificação da igreja. Devemos confiar no Espírito Sagrado em cada aspecto de nosso viver: no ministério, na luta contra o pecado e em cada área de responsabilidade a que somos chamados. Confiamos no Espírito Santo para que nos dirija em verdade, para que essa verdade seja aplicada em nossas vidas e para nos capacitar com múltiplos dons para a vivência de um permanente culto a Deus.

04 – A ADORAÇÃO

O principal objetivo de homens e mulheres é ter comunhão com Deus e a expressão fundamental dessa comunhão é a adoração. Como pessoas e como indivíduos, os Cristãos devem viver com os louvores à Deus em seus lábios e em suas atitudes, quer seja na prosperidade ou na adversidade. A adoração é algo primordial em nossas vidas tanto como indivíduos quanto como igrejas. Como povo de Deus, regularmente nos reunimos para cantarmos louvores a Ele e para contarmos Seus feitos gloriosos. A vivência integral em adoração é algo essencial à vida Cristã, porque todos os crentes são sacerdotes e ministros diante de Deus.

 

05 – A UNIDADE

A unidade da igreja está arraigada no fato de compartilharmos o mesmo Espírito que nos faz um corpo em Cristo. Esta unidade é criada por Deus, apreendida pela fé, e praticada na esperança de sua realização mais completa nesta e nas próximas gerações. Damos um valor fundamental à unidade, procuramos estar acima do sectarismo para preservar o sentimento de irmandade. Reconhecemos tanto a unidade quanto a diversidade da igreja, respeitamos as diferenças e trabalhamos em amor rumo à harmonia.

06 – A IDENTIDADE HUMANA

Homens e mulheres são feitos à imagem de Deus; portanto, cada ser humano é especial e importante com uma integridade individual que deve ser respeitada. Cada um de nós foi criado para encontrar a plenitude de nossa identidade em comunhão pessoal com Deus, por quem fomos feitos. A presente condição humana é caída e anormal. A corrupção do pecado afetou todas as atividades humanas. Não obstante, a cura substancial desta corrupção vem pela regeneração em Jesus Cristo que nos leva à obediência a Ele. A cura completa e a plena restauração virão para aqueles que pertencem a Cristo na ressurreição dos mortos.

Demonstramos honra e respeito a todos os homens e mulheres, jovens e velhos, sãos e enfermos, nascidos e por nascerem. Honramos e respeitamos a dignidade da vida humana desde a concepção. Rejeitamos o aborto e a eutanásia, atos esses praticados em nossa sociedade, assim como rejeitamos também o tratamento abusivo de homens e mulheres em qualquer esfera da atividade humana.

07 – A COMUNIDADE

A comunidade é algo inerente à natureza do único Deus que é Pai, Filho e Espírito Santo. Ela é também a matriz e a essência vital da vida humana. Em nenhuma parte do mundo somos chamados a viver uma vida em comunidade mais intensa do que na igreja, pois somos membros uns dos outros e os dons que nos foram dados expressam o propósito de nos edificarmos mutuamente em Cristo.

Rejeitamos as práticas de nossa cultura individualista que provoca o isolamento e a alienação humana. Procuramos levar uma vida de comunhão em nossas congregações, ou em qualquer outra oportunidade de comunhão, vivendo harmoniosamente e compartilhando tanto as alegrias quanto as adversidades que a vida nos traz.

08 – O DISCIPULADO

O evangelho nos desafia a fazer discípulos de todas as etnias, pessoas que sigam a Jesus Cristo no pensamento e na prática. O discipulado, além de se tratar de um relacionamento pessoal e de constante evolução com Deus através de Jesus Cristo, inclui várias outras características: aceitação do senhorio de Jesus sobre nossas vidas e aquilo que possuímos; submissão às exigências doutrinárias e éticas de Seus ensinamentos nas Escrituras; amadurecimento no caráter e instruções divinas; engajamento em uma igreja local e dedicação ao Senhor de maneira incondicional em tudo o que realizarmos. A igreja é o primeiro instrumento que Deus ordenou para estimular e estabelecer o discipulado.

Isto significa que jamais poderemos estar satisfeitos com um evangelho que não proclama e determina uma vida de obediência a Deus através de Jesus Cristo em todas as áreas da vida, quer seja pessoal, social ou econômica. Significa também, que o discipulado flui através de um coração aquecido voltado para Deus de tal forma que a obediência não se torna um fardo mas algo prático baseado em nossa resposta ao amor de Deus em Jesus Cristo.

09 – A AUTORIDADE

Deus tem dado a algumas autoridades humanas uma porção da autoridade que pertence somente a Ele. Nosso Deus ordena que nos submetamos aos governos humanos nesse mundo, na igreja e em nosso lar. Ele reconhece àqueles que têm autoridade legal e os adverte a não entrarem em conflitos através de suas ações, a não decepcionarem a fonte divina e a área em que atuam, refletindo, em todas ações, os princípios cristãos.

Precisamos ser submissos às pessoas e não arrogantes e auto-suficientes, temos que nos esforçar para vivermos pacificamente em todas as esferas de autoridades humanas onde o Pai nos colocou. Isto significa que devemos honra e respeitar àqueles que nos servem e nos conduzem em nossos lares, igrejas, governos e em outras instituições humanas. Isto significa também que, quando exercemos autoridade, a exerceremos com espírito de humildade e dedicação, estando atentos Àquele que nos direciona, Àquele que é a nossa Autoridade Suprema.

10 – A ALIANÇA

A essência de nosso relacionamento com Deus e do nosso relacionamento uns com os outros se expressa na aliança. Deus estabeleceu uma nova aliança conosco em Cristo, e essa aliança de fé se concretiza pela obra do Espírito Santo. Da mesma forma, expressamos o compromisso de nossas vidas uns para com os outros estabelecendo alianças.

Da mesma maneira como Deus nos prometeu a redenção sob a forma de uma aliança, assim também externamos nossa vida em comunhão. Confiamos no Espírito Santo para que nos capacite e nos guie a fim de que nossas alianças possam crescentemente refletir a fidelidade de nosso Deus, Aquele que mantém Sua Divina Promessa para com Seus filhos.

11 – A MORDOMIA

A terra é do Senhor assim como são todos os seus frutos. Homens e mulheres foram criados para governar o mundo sob a autoridade de Deus, mas o pecado corrompeu esse governo, que acabou por se tornar em ganância pela riqueza e mau uso das boas dádivas da criação. Nossa redenção nos conduz a uma atitude de mordomia em relação às posses materiais e a um uso consciente e responsável dos recursos da terra.

Temos os bens materiais mas, somos apenas mordomos, não proprietários. Rejeitamos o materialismo de nossos dias que beira à idolatria e procuramos, contrariamente a essa prática, viver de forma simples e aberta, compartilhando nossas posses suprindo as necessidades dos nossos irmãos. Também rejeitamos a exploração impiedosa da terra tão predominante em nossos dias, e procuramos trabalhar no sentido de que seja feito bom uso das boas dádivas da terra.

12 – EVANGELISMO

Deus deu à igreja a mensagem de reconciliação em Cristo, e nos incumbiu da proclamação dessa mensagem ao mundo inteiro. A palavra do evangelho é a boa notícia (boas novas), um anúncio do amor redentor através do sacrifício manifesto em Cristo, dado para o perdão de nossos pecados, e para uma vida redimida como povo de Deus.

Abraçamos essa responsabilidade de levar as boas novas a todos os homens e mulheres, expressando todas as nossas palavras com graça, falando claramente da necessidade humana de vivenciar uma nova e verdadeira vida em Cristo, dando a razão de nossa fé quando for necessário. Por sermos apenas peregrinos neste mundo, nos recusamos a firmar a mensagem do evangelho às formas peculiares de cultura, economia e política, formas estas que não resistirão.

13 – RESPONSABILIDADE SOCIAL

A fé sem obras é morta, e entre as obras que Deus considera ser o indicativo da fé verdadeira está a ajuda àqueles que estão em angústia, aos que precisam de alimento, e a ministração àqueles que se encontram cativos. Deus é o Criador de todos, e no evangelho Ele declarou seu propósito de ser a redenção a homens e mulheres contra todas as espécies de opressão, quer espirituais, sociais, econômicas, ou políticas. Por isso, nos cingimos dessa responsabilidade e expressamos fielmente os interesses de Deus pela justiça e igualdade na sociedade humana. Reconhecemos que este envolvimento pode tomar formas diferentes, assim nos recusamos a defender qualquer ideologia, seja ela econômicas, políticas ou sociais. Mas também recusamos a desculpa da preguiça ou a relutância em arriscar nossa própria segurança em favor da justiça de Deus.

14 – ESPERANÇA

Nosso Senhor Jesus retornará para trazer a plenitude de Seu Reino. Seu Reino está presente agora e em antecipação, mas só em antecipação, e embora possamos ver e trabalhar rumo a seu avanço em nossos dias, ele só se estabelecerá plenamente em Sua vinda. Todo nosso pensamento e prática estão condicionados à nossa paciente e confiante expectativa do retorno de Cristo. Rejeitamos as afirmações específicas de coisas que só o Pai sabe, mas procuramos discernir os sinais dos tempos. Rejeitamos a identificação do Reino relacionado a qualquer empreendimento humano ou organização, mas acreditamos e trabalhamos para sua manifestação na igreja e em outros relacionamentos humanos sujeitos a Cristo. Rejeitamos qualquer menosprezo à pecaminosidade humana e nos apropriamos do Reino de Deus afirmando seu crescimento pessoal, político e social.

Referências bibliográficas: ®AIR 2008 – by Joseph Sheldon

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